Pular para o conteúdo

Itália: os Bleus mantêm campanha perfeita e ainda sonham com o Grand Slam, o resumo da partida

Jogador de rugby em uniforme azul tenta alcançar a bola enquanto outro cai ao lado, torcida ao fundo.

França vence a Itália por 33 a 8 em Lille, mantém 100% e segue sonhando com o Grand Slam no Seis Nações

Diante de um Stade Pierre-Mauroy lotado e barulhento, em Lille, a França confirmou o favoritismo ao derrotar a Itália por 33 a 8 na 3ª rodada do Torneio das Seis Nações, preservando a campanha perfeita e a chance real de conquistar o Grand Slam - feito reservado a quem vence todas as cinco partidas da competição.

A atuação dos Bleus combinou explosão no começo, controle defensivo e eficiência para garantir também o ponto de bônus ofensivo, decisivo na lógica de classificação do torneio.

Início fulminante dá tranquilidade aos Bleus

A seleção francesa abriu vantagem logo no começo e ditou o ritmo do primeiro tempo. Aos 3 minutos, Bielle-Biarrey aproveitou um espaço mínimo na linha italiana e arrancou para o try após um chute milimétrico de Antoine Dupont, colocando a França em vantagem cedo e aumentando a confiança do time em casa.

O roteiro da etapa inicial evidenciou uma marca do atual time francês: não foi necessário empilhar longos períodos de posse para ser agressivo; bastou transformar chances claras em pontos.

Meafou estreia como titular e marca o primeiro try internacional

Aos 15 minutos, a pressão voltou a render. Meafou, escalado como titular para este duelo, coroou o bom momento ao marcar seu primeiro try pela seleção francesa, usando força no contato e precisão perto da linha de ingoal.

A Itália, em fase de reconstrução, buscou responder com sequências mais longas e ganhos de metros com o pack, mas esbarrou em uma defesa francesa organizada, disciplinada e com tackles consistentes.

Ramos amplia e Capuozzo evita um primeiro tempo perfeito

A França voltou a pontuar aos 31 minutos em um contra-ataque veloz: Thomas Ramos apareceu como finalizador e concluiu uma jogada eficiente, ampliando a diferença e consolidando o domínio.

Dois minutos depois, porém, um erro defensivo dos Bleus abriu a brecha para a reação italiana. Capuozzo, uma das principais peças criativas dos Azzurri, aproveitou o espaço e anotou o try da Itália aos 33 minutos. O lance não mudou o controle francês, mas serviu de alerta: em campanha de Grand Slam, desconcentrações costumam cobrar preço.

Segundo tempo mais truncado vira disputa de paciência

Após o intervalo, o confronto ganhou outra cara. As equipes passaram a se anular com fases longas e ritmo quebrado por falhas técnicas, tornando o jogo mais físico e menos fluido - cenário comum quando o Seis Nações entra em momento decisivo.

A França chegou a dominar território em alguns trechos, mas desperdiçou oportunidades por detalhes, como um erro de mãos de Brau-Boirie em uma sequência promissora. A Itália tentou variar com chutes táticos de Fusco e iniciativas em velocidade com Capuozzo, mas sofreu nas laterais e cometeu falhas em reposições de linha.

Cartão amarelo abre caminho para o bônus ofensivo

A reta final trouxe o ponto de virada. Aos 71 minutos, Lynagh cometeu um knock-on deliberado para interromper uma jogada perigosa em que Bielle-Biarrey parecia próximo do segundo try. O árbitro recorreu ao vídeo, descartou o try de penalidade por entender que ainda havia cobertura defensiva, mas aplicou cartão amarelo ao ponta.

Com um jogador a mais, a França acelerou. Aos 72 minutos, Ramos organizou o ataque e encontrou Dréan, que marcou seu primeiro try logo na estreia pela seleção, garantindo o quarto try francês e, com ele, o bônus ofensivo. Ramos converteu a transformação e aumentou a margem, deixando o resultado praticamente definido.

Gailleton marca no fim e estádio celebra em Lille

Com a Itália desgastada e em inferioridade numérica, a França administrou os minutos finais com segurança e apoio total das arquibancadas, que reagiram a cada contato forte - como o de Colombe em Odogwu - e aplaudiram substituições, especialmente as entradas de Jelonch e Dupont.

Aos 78 minutos, Gailleton recebeu aberto, resistiu ao tackle e mergulhou no ingoal para marcar o quinto try, fechando a conta diante de uma Itália valente, mas com menor profundidade de elenco e execução técnica abaixo da francesa.

  • Placar final: França 33 x 8 Itália
  • Tries da França: Bielle-Biarrey, Meafou, Ramos, Dréan, Gailleton
  • Try da Itália: Capuozzo
  • Local: Stade Pierre-Mauroy, Lille
  • Competição: Torneio das Seis Nações (3ª rodada)

Tabela, liderança e próximo desafio contra a Escócia

Com a vitória, a França segue com 100% de aproveitamento e permanece no centro da disputa pelo título. Depois de três rodadas, os Bleus lideram a classificação com quatro pontos de vantagem sobre a Escócia, adversária do próximo compromisso, em duas semanas.

O duelo em território escocês deve ser um teste tão mental quanto físico: longe do empurrão do estádio em Lille, a França precisará manter o padrão defensivo exibido contra a Itália e, ao mesmo tempo, reduzir desperdícios nas posses longas.

Entenda: o que é Grand Slam e por que o bônus ofensivo pesa

No Seis Nações, Grand Slam é o nome dado à campanha perfeita: vencer os cinco jogos contra França, Itália, Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales. Além do troféu, o feito funciona como sinal de domínio no rugby do hemisfério norte naquela temporada.

Termo Significado no torneio
Grand Slam Vencer todos os jogos do Torneio das Seis Nações
Bônus ofensivo Ponto extra ao marcar quatro ou mais tries
Try Apoiar a bola no ingoal adversário (vale 5 pontos)
Transformação Chute aos postes após o try (vale 2 pontos)

Esse regulamento influencia diretamente a gestão das partidas: muitas vezes, ganhar não basta - é preciso buscar o bônus, como a França fez com o try de Dréan aos 72 minutos.

O que a França tira do jogo: sinais de força e pontos de atenção

Apesar do placar elástico, Lille também deixou recados. A falha que permitiu o try de Capuozzo e as imprecisões de mãos na segunda etapa indicam margem para ajustes - e, contra rivais mais equilibrados, como Irlanda ou a própria Escócia em crescimento, erros assim podem custar caro.

Em contrapartida, a França reforçou trunfos importantes: a conexão entre Dupont e Ramos segue como motor do time, Meafou adiciona peso ao pack, e jovens como Bielle-Biarrey, Dréan e Gailleton oferecem velocidade e faro de try.

Com o 33 a 8, os Bleus mostraram que têm elenco, sistema e confiança para mirar o Grand Slam. A partir de agora, a pergunta passa a ser de consistência: repetir o nível rodada após rodada em um torneio que raramente perdoa oscilações.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário